Análise semiótica com base nas categorias de luz e trevas, claro e escuro, bem e mal

Uma versão do texto Espiritualidade e Poder na Trilogia O Senhor dos Anéis foi apresentada sob forma de comunicação científica no 1º ENCONTRO INTERDISCIPLINAR MÚLTIPLAS LINGUAGENS, SEMIÓTICA E DISCURSO NA CONTEMPORANEIDADE, realizado em MANAUS-AM, em junho de 2017.

por Alexsandro M. Medeiros

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Resumo: Esta comunicação analisa o aspecto semiótico audiovisual, ou seja, a partir da transmutação do texto verbal (literário) em um não verbal (cinematográfico) da trilogia O Senhor dos Anéis. Os dados apresentados foram coletados seguindo uma metodologia de pesquisa bibliográfica, analisando aspectos teóricos referentes à semiótica, psicologia e hermenêutica: uma hermenêutica onde o intérprete (pesquisador) promove uma análise do signo de forma singular, psicológica e relativa. A trilogia retrata de maneira ímpar uma relação simbólica entre o claro e o escuro, o belo e o feio, a partir do confronto entre as forças do bem e as forças do mal cuja construção simbólica se dá em torno do poder do Um Anel: “Um Anel para todos governar, um Anel para encontrá-los, um Anel para trazê-los e aprisioná-los na escuridão”. Tudo começou com a forja dos Grandes Anéis e o Um Anel forjado nas chamas da Montanha da Perdição para tudo governar e para controlar todos os outros Anéis. Eis que surge então A Sociedade do Anel (primeiro livro/filme da trilogia): uma aliança entre os povos da Terra Média para destruir o Um Anel e evitar assim o domínio de Sauron, o “senhor do escuro” (que representa o tirano que busca consolidar o seu império e o completo domínio de todos os povos livres da Terra-Média). Nesta comunicação pretende-se realizar uma hermenêutica da simbologia presente na trilogia e como essa simbologia é carregada de espiritualidade e disputa pelo poder a partir do confronto entre as forças do bem e do mal, luz e trevas, claro e escuro. O Um Anel é tanto símbolo de poder, quanto pode representar o aspecto sombrio – “escuro” – do eu interior (do self na terminologia junguiana). A Terra-Média simboliza o universo mítico criado por J. R. R. Tolkien. A Sociedade do Anel representa uma espécie de Conselho de Segurança da organização das nações da Terra-Média que, estando presa a maldição do Um Anel, precisa se unir em torno de um objetivo comum que é a destruição do poder do Um Anel. Nove companheiros formam a Sociedade do Anel: Aragorn, Legolas,  Gimli, Boromir, os quatro Hobbits (Frodo, Sam, Merry e Pippin) e o mago Gandalf. É Gandalf quem irá conduzir a Sociedade do Anel nessa longa jornada, representando o poder espiritual, o guerreiro da Luz, o iniciado, a luz da sabedoria. Vemos assim que, ao retratar o confronto entre as forças do bem e as forças do mal, o confronto entre a Sociedade do Anel contra o exército de Sauron com seus orcs, uruk-hais e espectros do mal (os nazgûl), a trilogia ressalta uma relação simbólica entre o claro e o escuro, luz e trevas, bem e mal, o belo e o feio.

Palavras-Chave: Semiótica, Espiritualidade, bem-mal, claro-escuro.

O resumo da comunicação apresentada no 1º Encontro Interdisciplinar Múltiplas Linguagens, Semiótica e Discurso na Contemporaneidade está disponível  nos Anais do evento (p. 199).

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