Falando em Política

por Waldemar Fontes

waldemarfontes@hotmail.com

postado em dez. 2017

 

UM ASSUNTO MUITO CHATO É FALAR EM  POLÍTICA

 

            Chato porque é um assunto que envolve incompetentes, corruptos e pessoas  interessadas em resolver os seus próprios problemas e não os nossos. Por incrível que pareça é o contrário do que deveria ser. Eu não tenho certeza, mas muita coisa me leva a pensar que essa coisa deveria ser diferente. Partidos?  Partidos não deveriam ser grupos de pessoas que tenham uma maneira de agir em relação ao Estado? E  de quantas maneiras poderíamos pensar a esse respeito: um Estado grande que cuide de tudo, ou um Estado pequeno que deixe tudo para a iniciativa privada (e suas Agências Reguladoras) e  um Estado intermediário. Três partidos seriam suficientes. Agora, existir um Estado trabalhador, ou um Estado que cuide da ecologia ou um  Estado que cuide da religião? E o resto, como fica? E sobre candidatos: como você vai poder conhecer e escolher um candidato. Pelo que ele diz? Dá para confiar nisso? Quando uma empresa contrata um funcionário, ela procura saber tudo a seu respeito: honestidade em primeiro lugar, depois seus conhecimentos, suas experiências, seus diplomas. E ainda terá  90 dias de experiência. Se ele não demonstrar qualidades vai ser demitido. Agora, os homens que comandam esse enorme país, os homens que tem a função muitíssimo importante e delicada de fazer leis, obras e  decidirem pelos nossos destinos, porque não devem ser recrutados, pelo menos assim? E porque não adotar o sistema distrital para que a gente possa escolher alguns entre poucos e não entre muitos, centenas e centenas?

            É,  acabamos falando em política.  Também essa porcaria de política está acabando com a nossa vida! Acabando com a Petrobras e outras empresas, acabando com nossos empregos, acabando com nossa comida que está cada vez mais cara e ruim... e acabando com a nossa paciência! E o que podemos fazer para modificar isso, passeatas? Tudo bem, mas precisamos de uma lista clara de exigências. Exigências que altere profundamente esse sistema. Por exemplo: você acha que deputado (que é funcionário público) deve decidir sobre o seu próprio salário? Que tenha pessoas  recebendo do  serviço público mais do que aquela lista de salários na qual, em primeiro lugar vem o Presidente com o valor mais alto e depois os demais. E porque aceitar que tem gente que ganha mais só porque conseguiu por meios ditos “legais”? Não é o caso de exigirmos uma alteração na constituição para acabar com essa estória de “direitos adquiridos”  (adquiridos de que forma!!!!) quando esses direitos ultrapassam a lógica ou o bom senso, a justiça ou mesmo a “honestidade”? E você acha que só porque elegeu um candidato (funcionário público sim) ele pode ficar no cargo até o fim do mandato mesmo que fique aprontando umas e outras?  Quem quer gente assim: põem pra fora, tem uma fila esperando! Vamos transformar o TCU em RH para tratar da admissão e dispensa de deputados  também. E as obras superfaturadas hein? Não acabam nunca, custam uma fortuna e não são de boa qualidade.  Nos Estados Unidos tem uma forma de contração de empresas para realizar obras públicas chamada de “Performance Bond”. Nesse sistema é contratada uma seguradora que vai acompanhar a obra para que seja feito de acordo com o contrato, preço  e prazo. Como o lucro da seguradora fica na dependência de que tudo corra perfeitamente (sem atraso, boa qualidade e  preço) ela fiscaliza tudo. Se houver problemas ela se responsabiliza em terminar a obra ou indenizar o governo. Vamos preparar a lista de exigências. Vamos fazer passeatas, greves e tudo mais que for possível fazer, além de, depois disso, votar com muito, muito cuidado.

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