Sansa Stark: a donzela ingênua e sonhadora que se transformou na Protetora do Norte

por Alexsandro M. Medeiros

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postado em jul. 2017


            A primeira temporada de Game of Thrones apresenta como regra geral um núcleo feminino apresentado como secundário, algo perfeitamente natural em se tratando de um contexto com características medievais de um universo dominado majoritariamente pelos homens.

[...] as personagens femininas encarnam o papel que é “típico” e “natural” para uma mulher no medievo: se vestem com belos vestidos de seda, possuem penteados pomposos, são delicadas, submissas aos homens de suas famílias, sabem costurar e bordar e olham para a maternidade e para o matrimônio como realização máxima em suas vidas (COMIOTTO; GUIZZO, 2016, p. 4).

            Todavia, a medida que a série vai se desenrolando, é fácil perceber que Game of Thrones traz uma perspectiva diferenciada sobre o papel feminino se a compararmos, por exemplo, com outro modelo de Literatura de Fantasia[1] como O Senhor dos Anéis, como propõe Toledo: (2014, p. 29): “Na obra de Tolkien, temos três mulheres, e a história de duas delas, fracamente desenvolvida, Arwen e Éowyn, giram ao redor de um dos personagens, Aragorn, que é um dos principais homens da saga épica do escritor britânico”. Game of Thrones apresenta uma diversidade muito maior de tipos femininos. Reis (2016, p. 10) destaca como a série em pauta rompe com o perfil da mulher em um contexto medieval, da esposa que cuida dos filhos e que espera o marido retornar da guerra. “As personagens femininas da trama mostram uma consolidação da evolução do papel da mulher, subvertendo a narrativa. São crianças, jovens e maduras, heroínas e vilãs que lutam de igual para igual com homens, em um ambiente que não lhes é favorável”. E mais adiante ressalta que a série “vem fazendo um importante trabalho, quanto às reflexões sobre igualdade de gêneros, uma vez que tenta desconstruir a imagem ideal da mulher na sociedade e dá a elas a possibilidade de decidirem sobre os próprios destinos” (id., ibidem, p. 49).

            Sobre a diversidade das personagens femininas da obra Game of Thrones, seu autor, George Martin, assim se refere (apud TOLEDO, 2014, p. 27 também citado por REIS, 2016, p. 49):

[...] Bem… Elas devem ser diferentes porque são mulheres diferentes, com diferentes experiências de vida. Eu não acredito que todas as mulheres sejam iguais assim como nem todo homem é igual. Eu acho que qualquer declaração que você faz como “todas as mulheres são… preencha o espaço em branco” está errada. Essas generalizações sempre trazem problemas e por isso eu queria apresentar as minhas personagens femininas como uma grande diversidade, mesmo em uma sociedade tão machista e patriarcal como os Sete Reinos de Westeros. As mulheres possuem papéis diferentes e personalidades diferentes, as mulheres com diferentes talentos encontram maneiras de trabalhar com ele em uma sociedade de acordo com o que elas são

            Sansa Stark representa bem essa transição entre o papel da mulher criada para o matrimônio e a maternidade e uma mulher que irá governar o reino de Westeros quase em pé de igualdade com seu meio irmão Jon Snow.

 

Sansa e o estereótipo da donzela sonhadora

            Inicialmente vemos, na casa Stark, Catelyn Stark preparando sua filha Sansa para ficar apresentável ao filho do rei, Joffrey, para uma futura aliança. E Sansa deseja ser no futuro “a rainha” e rejeita a ideia de que seu pai não possa consentir seu casamento com Joffrey. Trata-se de um casamento por “conveniência diplomática”. Nesse aspecto, Oliveira e Bastos (2016, p. 97-98) destacam como a personagem de Sansa reproduz o estereótipo donzelesco, “a princesa a espera de seu galante príncipe encantado” e que sonha com seu futuro casamento. Ao oferecer um banquete de boas-vindas para a família real “vemos a jovem Sansa em seu quarto, se arrumando, e indagando à sua mãe ‘Será que Joffrey irá gostar de mim? E se ele me achar feia? Ele é tão bonito. Quando vamos nos casar? Será logo ou teremos que esperar?’” (2016, p. 99).

            O episódio envolvendo Sansa, seu “príncipe encantado” Joffrey, sua irmã Arya e o filho do açougueiro Mycah revela como Sansa prefere agradar o seu príncipe do que dizer a verdade. O príncipe Joffrey foi mordido pelo lobo de Arya para protegê-la, já que o príncipe – enfurecido com Arya por esta ter lhe golpeado com uma espada de madeira defendendo seu amigo Mycah – se volta contra Arya, derruba-a e aponta para ela sua espada. Diante do Rei, de seu pai, da rainha, Sansa prefere proteger o príncipe e dizer que não se lembra do ocorrido do que contar exatamente o que aconteceu. Essa é uma das cenas que, sem dúvida, faz com que Sansa seja rejeitada por boa parte dos fãs da série.

Encontra-se aqui uma série de elementos que compreende a delicada Sansa Stark como a princesa perdida na obra de Martin. Sansa a todo momento quer, deseja, anseia por ser a princesa de Joffrey. Para isso, ela se envolve numa conflitiva situação que envolve sua irmã mais nova, o melhor amigo dela e seu amado príncipe, como narrado, e Joffrey, neste contexto, se revela cruel e covarde. Sansa, em função de seu amor e felicidade de princesa, omite a verdade, o que acaba gerando a morte do melhor amigo de sua irmã e de sua amada Loba de estimação (OLIVEIRA; BASTOS, 2016, p. 103).

 

Sofrimentos e humilhações

            Sua primeira experiência degradante se passou com o sádico Rei Joffrey, outrora seu idealizado príncipe encantado, que fez de tudo para humilhar Sansa. Quando Ned Stark é levado diante do povo para confessar sua traição, e quando parecia que ele receberia uma pena alternativa, Joffrey proclama (1T, E9): “Minha mãe quer que eu o deixe ir para a Guarda da Noite [...] E Milady Sansa implorou misericórdia para o seu pai. Mas elas têm o coração mole das mulheres. Então, enquanto eu for Rei, uma traição nunca ficará sem punição. Sir Ilyn, traga-me a cabeça dele”. E não satisfeito, Joffrey irá colocar a cabeça de Ned Stark em uma estaca e fará com que Sansa o veja e dirá (1T, E10) que fará o mesmo com seu irmão Robb Stark.

            Sansa começa a revelar sua face astuta quando Joffrey rompe o seu compromisso de casamento para se unir a Casa Tyrell e casar-se com Margaery (2T, E10). Sozinha, Sansa revela o seu ar de contentamento pela ruptura com o casamento, enquanto diante de todos os demais ela tenta demonstrar sempre um ar de tristeza e que, de fato, é leal ao Rei Joffrey.

            Sansa, quando convidada por Margaery Tyrell e sua avó para tomar um chá revela o esforço que ela precisa fazer para se proteger em King’s Landing. O medo de falar realmente o que pensa a respeito de Joffrey. Inicialmente ela prefere dizer que Joffrey é um rei justo e bom. Logo em seguida revela sua mágoa pela forma como Joffrey tratou-a diante da morte de seu pai (3T, E2). Mas o medo é maior e ela continua: “meu pai era um traidor, meu irmão também, tenho sangue de traidor”. Finalmente ela diz: “Joffrey é um monstro”.

            Não bastasse a situação humilhante pela qual ela teve que passar nas mãos de Joffrey, Sansa é a típica mulher objeto de disputa entre interesses pessoais e familiares na luta pelo poder. Uma vez rompida a promessa de casamento entre Joffrey e Sansa, esta logo será objeto de disputa por interesses de outros membros da nobreza de King’s Landing. Lorde Baelish vê em Sansa uma oportunidade de prosperidade e Lorde Varys quer evitar que isso aconteça e vemos o seguinte diálogo entre Lorde Varys e a avó dos Tyrell, Lady Olenna (3T, E4):

L.V.: Escolho meus aliados com cuidado e meus inimigos com maior cuidado ainda [...] Mindinho [Lorde Baelish] logo partirá da capital. Uma confidente me disse que Sansa Stark irá junto.

Olenna Tyrell: Por que me consulta sobre isso?

L.V.: Mindinho nasceu sem terra, riqueza e exército e já obteve os dois primeiros, quando obterá o exército? [...] Mindinho é um dos homens mais perigosos de Westeros. Se Robb Stark cair, Sansa Stark será a chave para o Norte.

O. T.: Casando-se com ela ele terá a chave no bolso.

L.V.: O que seria uma pena [...]

O. T.: Muito Inteligente Lorde Varys [...]

L.V.: Creio ter uma solução.

            Por outro lado, a Casa Tyrell quer estender seu domínio e para isso trama o casamento de Sir Loras Tyrell com Sansa. A Casa Lannister deseja evitar que isso aconteça. E para evitar uma aliança entre os Tyrell e a casa Stark, Tywin Lannister determina que Tyrion se case com Sansa Stark, em um verdadeiro jogo de manipulação, onde Sansa é apenas uma peça nesse imenso quebra cabeça, um mero objeto de disputa, de desejo de poder, que só tem utilidade por causa do seu sobrenome Stark.

            No meio de todo esse jogo está Sansa, destruída interiormente com a morte de seus pais e seu irmão. E revela em um diálogo com seu então marido Tyrion Lannister sua dor (4T, E1): “Eu passo a noite toda olhando para cima. Pensando na morte deles [...] Sabe o que fizeram com meu irmão? Como eles costuraram a cabeça do lobo dele em seu corpo? E a minha mãe, dizem que cortaram sua garganta e a jogaram no rio”. Sansa está sem se alimentar e quando se levanta e diz a Tyrion que precisa ir ao altar o diálogo prossegue: “ – Tyrion: Claro! Rezar faz bem. Entendo. – Sansa: Eu não rezo mais. É o único lugar onde ninguém fala comigo”. No meio de todos esses lobos que anseiam pelo poder, ao qual bem caberia a frase do ilustre filósofo inglês Thomas Hobbes, o homem é o lobo do próprio homem, o único lugar onde Sansa encontra um pouco de sossego é no altar, mas não porque ela encontra consolo entre os deuses, e sim porque é o único lugar onde ela pode chorar sozinha o seu sofrimento.

            Nem mesmo a morte de Joffrey irá libertar Sansa de seu martírio que será oferecida em casamento ao filho de Lorde Bolton, o mesmo que traiu sua mãe e seu irmão no episódio conhecido como o Casamento Vermelho. Não bastasse isso, o casamento de Sansa será um acontecimento ainda mais humilhante para ela. Ramsay obriga Theon Greyjoy a conduzir Sansa já que ela não tem mais pai ou irmão (5T, E6). O problema é que Sansa acredita que Theon matou seus dois irmãos mais jovens quando tomou Winterfell. E mesmo que ela soubesse que seus irmãos ainda estavam vivos, já seria uma humilhação ser guiada por alguém que lutou contra sua casa. Mal sabia ela o que ainda estava por vir. Ramsay também obrigou Theon a ficar no quarto observando a noite de núpcias. Ramsay que até então tinha se demonstrado relativamente gentil, mostrava sua verdadeira face, enquanto Sansa estava deitada parcialmente de bruços na cama e aos prantos.

            Toda humilhação pela qual passou fez com que Sansa buscasse a fuga. Todavia, a primeira tentativa de Sansa de fugir foi frustrada por ter confiado em Theon (5T, E8). E em um raro momento, a menina sonhadora revela sua face cruel, ao dizer a Theon, que frustrou seu plano de fuga: “ – Sansa: Se não fosse por sua causa eu ainda teria uma família. Se eu pudesse fazer o que Ramsay fez com você aqui e agora, eu o faria. – Theon: Eu mereci tudo isso. Eu mereço ser Reek [podre]”. Até que Theon revela que não matou Bran e Rickon, mas que foram apenas dois garotos da fazenda.

            As experiências negativas com seus maridos e pretendentes deixou marcas profundas no espírito de Sansa. Aos poucos Sansa vai transformando sua personalidade, motivada por situações humilhantes e degradantes, como vemos nesse diálogo entre Sansa e Margaery (3T, E7):

Quando eu estava em Winterfell tudo o que eu queria era escapar e vir aqui, para a capital, e ver os cavaleiros do Sul em suas armaduras e Porto Real à noite, com velas queimando em todas as suas janelas. Eu sou estúpida, uma garota estúpida com sonhos estúpidos que nunca aprende.

            Sansa sofreu da pior forma possível para uma mulher as consequências de toda sua inocência e seus sonhos. Foi castigada, torturada, humilhada. E onde talvez muitas mulheres poderia sucumbir diante de tanto sofrimento é exatamente aqui que Sansa revelará sua força. Sem perder o seu “jeito feminino”, Sansa Stark deixará de ser apenas uma moça desprotegida e sonhadora. Ela irá se tornar uma das peças principais na reconquista do reino de Winterfell. De princesa ingênua, e depois de sobreviver nas mãos de homens perversos como o príncipe Joffrey e o bastardo Ramsey Bolton, sem sucumbir em sua própria tragédia, ela se torna uma mulher forte. De mulher indefesa e violentada por seus maridos, é ela quem irá salvar a guerra que parecia perdida pelo seu meio irmão Jon Snow.

 

Sansa: Protetora do Norte

            A reviravolta na trama de Sansa acontece quando ela chega em Castle Black – depois de conseguir fugir do seu então marido Ramsay Bolton que domina Winterfell –, e encontra seu meio irmão Jon Snow e fala a ele do seu arrependimento, de quando saíram de Winterfell, de que desejaria como as coisas fossem diferentes. E pergunta a Jon Snow para onde eles vão:

Sansa: Aonde iremos?

Jon Snow: Não posso ficar aqui depois do que aconteceu.

Sansa: Só há um lugar para ir. Para casa.

Jon Snow: Devemos pedir aos Boltons para ir embora?

Sansa: Retomaremos deles.

Jon Snow: Eu não tenho um exército [...]

Sansa: Winterfell é nosso lar. É nossa, de Arya, Bran e Rickon. Onde estiverem, pertence a nossa família.  Temos que lutar por ela.

Jon Snow: Eu estou cansado de lutar. Foi tudo o que fiz desde que fui embora de casa [...]

Sansa: Se não retomarmos o Norte, nunca estaremos seguros. Quero que me ajude. Mas farei eu mesma se precisar.

            Nesse ínterim, Jon Snow recebe uma carta de Ramsay Bolton (6T, E4):

para o traidor e bastardo Jon Snow [...] Winterfell é minha bastardo. Venha ver. Seu irmão Rickon está no meu calabouço [...] Eu quero minha noiva de volta [...] Esconda-a de mim e seguirei para o norte e matarei [a todos] [...] Você verá meus soldados revezando ao estuprar sua irmã. Verá meus cães devorando seu irmãozinho selvagem [...].

            Sansa, que estava à mesa com Jon Snow quando ele lê a carta, diz que eles não têm outra opção senão ir para Winterfell e diz a ele (6T, E4): “Você é o filho do último grande Protetor do Norte. As famílias nortenhas são leais. Lutarão por você se pedir. Um monstro tomou nossa casa e nosso irmão. Temos de voltar a Winterfell e salvá-los”.

            É então que a série Game of Thrones irá protagonizar um dos episódios mais esperados pelos fãs de todo o mundo: a batalha dos bastardos (6T, E9). E Sansa teve um papel proeminente nesta batalha. Jon Snow tinha um exército de pouco mais de dois mil homens entre selvagens e aliados da Casa Stark, contra um exército de mais de seis mil homens de Ramsay Bolton. E quando a batalha parecia perdida, Sansa surge com Lorde Baelish e o exército do Vale.

            Quando a batalha termina e Ramsay está preso, amarrado a uma cadeira, no que antes era o seu canil, vemos esse diálogo entre ele e Sansa (6T, E9):

R.B.: Sansa. Olá Sansa. [Ela apenas olha para ele]. É aqui que vou ficar agora? Não. Nosso tempo juntos está prestes a terminar. Está bem. Você não pode me matar. Sou parte de você agora.

Sansa: Suas palavras vão desaparecer. Sua casa desaparecerá. Seu nome desaparecerá. Toda memória de você desaparecerá. [Ramsay se dá conta de que os cachorros estão soltos].

R.B.: Meus cães nunca me farão mal.

Sansa: Não os alimenta a sete dias. Você mesmo disse.

R.B.: São criaturas fiéis.

Sansa: Eram. Agora estão famintos.

            Ramsay é atacado pelos cachorros. Sansa olha para a cena impassível e ao sair não esconde o seu ar de contentamento.

            Sozinha com seu irmão, Jon Snow reconhece que sem a ajuda de Sansa ele não teria vencido a batalha dos bastardos (6T, E10): “Estamos aqui [em Winterfell] graças a você. A batalha estava perdida até que os cavaleiros do Vale chegaram. Vieram graças a você”.

            Finalmente, na sétima temporada, quando Jon Snow decide ir até Pedra do Dragão, ao encontro da mãe dos dragões, Daenerys Targaryen, é Sansa quem irá ocupar o seu lugar em Winterfell, tornando-se, assim, a Protetora do Norte.

 

Referências

COMIOTTO, Andressa B.; GUIZZO, Bianca S. Representações femininas na série Game of Thrones: uma análise da personagem Arya Stark. 2º Colóquio ULBRA de Extensão, Pesquisa e Ensino. ULBRA, campus Canoas, 2016.

OLIVERIA, Amanda M.; BASTOS, Rodolpho A. S. M. Gênero e imagem: reprodução do estereótipo donzelesco a partir da personagem Sansa Stark, da série Guerra dos Tronos. In: ROSAS, Maria F. E,; GONZALES, Eric P.; LUNELLI, Isabella C. (orgs.). Conhecimento, iconografia e ensino do direito. São Leopoldo: Casa Leiria, 2016

REIS, Natália J. de Sousa. Representações femininas na série de TV Game of Thrones. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Comunicação Social). Faculdade de Comunicação. Universidade Federal de Juiz de Fora. Juiz de Fora, 2016.

TOLEDO, Ludmila S. Representações Femininas na Literatura de Fantasia: Uma análise sobre a construção das personagens femininas em “As Crônicas de Gelo e Fogo”. Monografia (Bacharelado em Comunicação Social). Faculdade de Comunicação. Universidade de Brasília. Brasília, 2014.

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[1] Mais comumente conhecida como Literatura fantástica, a Literatura de Fantasia é um gênero literário em que narrativas ficcionais estão centradas em elementos imaginários, inverossímeis, não existentes na realidade. Tzvetan Todorov é um conhecido autor que escreveu uma obra intitulada Introdução à Literatura Fantástica e explica que quando ocorre uma dúvida se um evento é real ou não, explicado pela lógica ou pelo sobrenatural, estamos diante de um evento fantástico. A Literatura de Fantasia ficou mundialmente famosa a partir de obras como O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien, e de As Crônicas de Nárnia, de C. S. Lewis.