Plataforma web inovadora monitora e gerencia relações governamentais

Startup SigaLei permite que instituições monitorem e influenciem no processo legislativo Federal e Estadual

 

            Com o objetivo de simplificar o monitoramento das atividades governamentais e potencializar a capacidade de influência das empresas, Organizações Não Governamentais (ONGs), associações e sindicatos no processo de construção de estratégias políticas e negociações com parlamentares, empreendedores de São Carlos (SP) criaram a SigaLei, plataforma web que permite entender e influenciar o processo legislativo. Por meio de dados sistematizados, é possível configurar radares com termos relevantes e deixar que o programa faça o trabalho, deixando os profissionais da área de relações governamentais com tempo para empregar a capacidade e experiência em ações mais efetivas.

            Criada em 2016, a plataforma SigaLei foi desenvolvida pela startup de mesmo nome, que surgiu para propor uma nova forma de trabalhar com as relações governamentais, de forma eficaz e eficiente, desmistificando a acessibilidade à política. Atualmente, a empresa conta com 25 clientes. “Eles monitoram o processo legislativo, ao mesmo tempo em que pensam em estratégias e definem ações para influenciá-lo”, diz Danilo Oliveira, CEO e fundador da empresa. Oliveira é engenheiro de computação e entusiasta político.

            Oliveira conta que a ideia surgiu como aplicativo e evoluiu para a plataforma. “O aplicativo propiciou a percepção da necessidade do mercado sobre dados que contrapõem ou fortalecem o senso comum das relações governamentais. Há um grande volume de dados legislativos que se encontram espalhados em diversas fontes e uma dificuldade de organização e sistematização das informações monitoradas”, enfatiza.

            Com a proposta de ampliar a base de dados e oferecer o recurso para o mercado, Oliveira se uniu a Ivan Ervolino, doutor em Ciência Política e CSO da SigaLei. “Criamos um conselho consultivo envolvendo pessoas de várias empresas, identificamos os desafios e formatamos o produto que gostaríamos de apresentar com a plataforma, que tem uma proposta moderna e republicana”, ressalta Ervolino.

            Entre as propostas citadas por Ervolino, a SigaLei extrai os dados de diversas fontes na internet por meio de robôs automatizados. Para organizar e interpretar todo esse volume de informação, o programa utiliza inteligência artificial. Dessa forma, o sistema mantém os clientes informados sobre quais e como cada iniciativa no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas estaduais podem impactar seus negócios.

            A plataforma também funciona de maneira didática e faz buscas por proposições parlamentares, comissões e discursos nas casas legislativas. Para se ter uma ideia, atualmente tramitam na Câmara Federal mais de 20 mil projetos. Outros 4,2 mil estão em tramitação no Senado Federal. “A SigaLei oferece meios para identificar com eficácia quais informações afetam os interesses de um setor específico. Com isso, reduz o tempo gasto com pesquisas manuais sobre os projetos em tramitação, uma vez que todas as informações são atualizadas automaticamente”, destaca o CSO.

            Na opinião de Ervolino, as empresas, ONGs, associações e sindicatos conseguem acompanhar e saber com antecedência os próximos passos em cada casa legislativa, o que garante a ação mais rápida. “Monitorando as decisões, é possível melhorar as tomadas de decisões, uma vez que a análise de dados legislativos é feita sob diversas perspectivas por meio de gráficos e filtros”, diz.

            A SigaLei também permite a adição e organização de documentos e pareceres. Também é possível comentar e acompanhar as informações em equipe, o que garante a gestão do conhecimento político. A plataforma também permite gerar diversos relatórios e ainda usar visualizações de redes e inteligência artificial. “Com todos os dados monitorados e organizados, é mais fácil jogar o jogo político. Todos sabemos que os recursos públicos são escassos e o cobertor é curto. Quem tem informação pode montar a melhor estratégia e quem consegue acessar os recursos primeiro sai em vantagem”, finaliza Ervolino.

            Hoje a empresa é formada por cinco sócios, além de Oliveira e Ervolino fazem parte da SigaLei o mestre em engenharia elétrica, Frederico Oliveira, o bacharel em ciência da computação Thales Menato e o bacharel em sistemas de informação, Caio Flores. Atualmente, a plataforma possui cobertura do Congresso Nacional, Câmara dos Deputados, Senado Federal e das Assembleias Legislativas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Amazonas. A expectativa é de ampliar a cobertura de informações para todos os estados.

 

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