Xamanismo e Saúde

Xamanismo e Saúde

por Alexsandro M. Medeiros

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postado em jun. 2016

 

            O Xamanismo é uma prática que encontramos em várias comunidades ditas “primitivas” e nos mais diferentes continentes do planeta, realizada por um líder espiritual, o xamã, “que incorpora uma série de atividades ligadas ao sobrenatural, que vão, dentre outras, da política à medicina, da arte à ecologia” (SANTOS, 2007, p. 13). “Seu desempenho supõe a mani­pulação de várias técnicas, instrumentos e objetos como os tambores rituais, [...] o uso do tabaco, do chocalho, de ervas, danças, evocação de ‘animais de poder’ e substâncias psicoativas” (MAGNANI, 2005, p. 222). O xamanismo é uma experiência religiosa: o xamã mergulha no que hoje chamamos de estados alterados de consciência, ou estados xamânicos de consciência (CASTAÑEDA, 1968), agindo conscientemente, movendo-se entre a racionalidade do mundo do conhecimento lógico e o mundo mágico do sobrenatural, entrando em contato com as forças da natureza, dominando com sabedoria tais forças ocultas, para definir a sorte ou o azar de todos ao seu redor. Ao utilizar as forças da natureza, o xamã usa um poder que não é o seu, ele canaliza as energias do mundo natural, serve como intermediário entre os homens, a natureza, o sobrenatural, usando suas habilidades para entrar em contato com forças espirituais e assim manifestar o seu poder. “O Xamã vivencia, compartilha e se comunica continuamente com estes domínios [domínio cósmico, da natureza]. Ele detém o papel de intermediador por excelência” (FRIEDRICH, 2012, p. 85).

            Faz parte da ontologia dos povos ameríndios a ideia de que os objetos da natureza, animados e inanimados, possuem alma, o que Descola (2005) interpreta a partir do conceito de animismo. Também faz parte de sua ontologia a concepção de que além dos seres humanos, animais e plantas, existem os deuses, espíritos das florestas, espíritos dos mortos, que são dotados de consciência e intencionalidade como afirma Viveiros de Castro (1996 e 2002) mas cuja existência é visível apenas para os de sua espécie ou para os xamãs. Os xamãs, portanto, são os únicos capazes de interagir com tais espíritos, seja durante seus rituais ou durante os sonhos (apud GOMES, 2012). Os sonhos tem um papel de destaque no mundo xamânico, pois por meio deles o xamã tem revelações e entra em contato com o mundo espiritual. O xamã deve saber decifrar os sonhos pois através dos sonhos ele recebe conselhos, advertências, soluções para um determinado problema.

 

De modo geral, pesadelos ou sonhos muito tristes indicam que alguma coisa ruim está para acontecer e o melhor que se faz é não sair de casa. Sonhos de voar, fazer visitas, ter encontros inesperados ocorrem quando a alma fica passeando fora do corpo, pois quando dormimos ela fica livre para fazer o que quer. Desse modo, tais sonhos são reais, no sentido de que a alma realiza de fato as viagens, visitas, deslocamentos. Sonhar com pessoas que já morreram significa que temos saudades delas e que, eventualmente, elas têm saudade de nós. São encontros que as respectivas almas têm e que tendem a ser mais freqüentes no período mais próximo da morte da pessoa, ou quando algum evento nos faz lembrar dela. Nosso pensamento leva a alma ao encontro para amenizar a ausência e a dor (JUNQUEIRA, 2004, p. 297).

 

          Um iniciado na arte do xamanismo é capaz de desvendar os enigmas dos sonhos e utilizar em benefício de sua comunidade e de seu povo. O sonho é semelhante ao transe, só que este ocorre no estado de vigília. São dois modos distintos de “abrir a mente” ao contato com o mundo espiritual.

            Uma outra forma de entrar em contato com o mundo sobrenatural é fazendo uso de algum tipo de chá ou erva, como a utilização da ayahuasca (CARNEIRO, 2005; CUNHA, 1998; FRIEDRICH, 2012; LABATE, 2002 e 2004; MACRAE, 1992; ROSE, 2010; TASORINKI, 2009), entre outras plantas como o tabaco (FRIEDRICH, 2012; GRANADOS; HERNÁNDEZ, 2009; LIMA, 2005; LLAMAZARES; SARASOLA, 2004; MENEZES, 2008; ROSE, 2010), a coca (FRIEDRICH, 2012; TASORINKI, 2009) e a cannabis (FRIEDRICH, 2012; MACRAE, 2004). Albert Hofmann e Richard Evans Schultes (1992) oferecem uma rica lista de plantas sagradas utilizadas pelos xamãs para entrar em contato com o mundo espiritual. Martinez, Almeida e Angelo Pinto (2009) destacam, além da ayahuasca, a utilização do rapé e do vinho de Jurema, sendo este uma bebida que é preparada a partir da raiz da árvore jurema preta e que pode ser consumida também através do fumo das raízes e folhas secas da espécie. Já os rapés não são introduzidos via oral, mas são aspirados pelas narinas.

            As plantas “atuam como lentes para observarmos a realidade ao nosso redor” e “mostram muito além do que nossos órgãos sensoriais nos permitem ver ou sentir” (TASORINKI, 2009 apud FRIEDRICH, 2012, p. 110). O uso de plantas faz parte do ritual para transcender este mundo e entrar em contato com seres e elementos sagrados da natureza. São plantas que possuem não apenas propriedades curativas, mas que coloca o xamã em um estado ampliado de consciência e percepção (auditiva, visual, espacial), que conduz ao êxtase xamânico. Tais plantas são utilizadas única e exclusivamente com um propósito sagrado e que são ingeridas em cerimônias ou rituais xamânicos. Do ponto de vista curativo, a importância da utilização das plantas no tratamento de doenças pode ser observada a partir da seguinte análise: doença → ingestão de plantas → visão → cura.

 

(MARTINEZ; ALMEIDA; PINTO, 2009, p. 2505).

 

            A antropóloga Fagetti assinala que existem várias formas de alcançar o transe além do uso de ervas, como o uso: “[...] do tambor, do canto e da dança, diz que no México já são usadas outras técnicas, como o emprego de recitação de orações, respirações profundas ou simplesmente a concentração” (apud FRIEDRICH, 2012, p. 88-89). É no contato com o mundo espiritual que o xamã tem acesso as visões, tem a impressão de sair do corpo, toma contato com as forças ocultas que comandam a natureza, como a chuva e as colheitas e por isso, ordena a realização de rituais e sacrifícios que são feitos aos deuses, envolve o controle dos sonhos, clarividência, adivinhação.

 

[...] o xamã é o curandeiro ferido pela própria morte, em vida; aquele capaz de restaurar os males mortais com a ajuda do espírito presente nas forças invisíveis da natureza, por ele controladas. Ele é a manifestação dos poderes da cura mística; para além do alcance da ciência e da medicina, as quais saram, mas não curam, o xamã age de acordo aos mandamentos dos espíritos da natureza; ele se dirige ao conhecimento como quem vai à guerra, disposto a derramar seu sangue nos campos de batalha (SANTOS, 2007, p. 14).

 

Disponível em: site PlenaMulher

Acessado em: 08/05/2016

 

          Para Manuela Cunha (1998) o trabalho do xamã é também um trabalho de “tradução”: de traduzir aquilo que é observado em suas viagens a outros mundos, examinado minuciosamente e que deve ser transmitido posteriormente em linguagem ordinária.

          Etimologicamente a palavra xamã veio do russo “com origem na língua Tungus, da Sibéria, ‘saman’, significando exorcista, curandeiro de espíritos” (SANTOS, 2007, p. 15, nota 3).

            Mircea Eliade, originário da Romênia, foi um dos primeiros a fornecer um estudo histórico sobre o xamanismo, em sua obra Shamanism (1964), e um dos principais pesquisadores entre os pensadores ocidentais sobre o fenômeno religioso. Para Eliade o xamã tem um papel fundamental dentro de sua comunidade: de liderança, guardião e protetor, curandeiro, de combate aos espíritos malignos e demoníacos, de defesa da vida e da saúde. Outros importantes pesquisadores que se debruçaram sobre o xamanismo foram: Joseph Campbell (1991), Michael Harner (1980) e Joan Halifax (1979).

 

O xamã, uma figura mística, religiosa e política que emerge durante o Alto Paleolítico e talvez proveniente do período Neandertal, pode ser descrito não somente como um especialista na alma humana, mas também um generalizador, cujas funções sociais e sagradas cobrem uma extraordinária ampla ordem de atividades. Os xamãs são curandeiros, clarividentes e visionários que dominaram a morte (HALIFAX, 1979, p. 3 apud SANTOS, 2007, p. 24).

 

            É difícil situar as raízes históricas ou geográficas do xamanismo. O xamanismo como tradição dos povos indígenas sem dúvida remonta a uma época longínqua cujos ensinamentos estão diretamente ligados à natureza: Sol, Lua, Terra, Água, Animais, Plantas, Floresta. O xamanismo lida com as forças da natureza, visíveis e invisíveis, todas as coisas são interdependentes e interconectadas. O xamã se move entre todos os mundos possíveis. O xamanismo abrange muito mais do que um sistema religioso ou uma espiritualidade que tem no êxtase sua marca mais profunda (ELIADE, 2002), mas inclui um sistema cosmológico, mítico, inclui uma organização social e um papel de liderança atribuído ao xamã (LANGDON, 1996; PATTEE, 2006) e para Patrick Drouot (1999) deve ser considerado como a primeira “chave” que permitiu ao ser humano compreender a natureza, o meio ambiente, e procurar viver em harmonia com ele.

            No Brasil Santos (2007) realizou dois estudos de casos: com um xamã Lakota da América do Norte (Nicholas Black Elk), uma curandeira Mazateca mexicana (María Sabina), além de coletar dados com o antropólogo Carlos Castañeda. A respeito de Carlos Castañeda existem também alguns estudos, como os de: Pasquarelli (1995) e Sharon (1988, pp.182 e segs).

            O xamanismo também tem sido muito estudado na região amazônica, por sua diversidade étnica e cultural dos povos indígenas. As práticas xamânicas são também conhecidas como pajelança, em referência a figura nativa do Pajé. De acordo com Raymundo Maués a pajelança cabocla, como ele se refere, é muito popular na Amazônia rural “[...] composta por um conjunto de práticas de cura xamanística, com origem em crenças e costumes dos antigos índios Tupinambás, sincretizados pelo contato com o branco e o negro, desde pelo menos a segunda metade do século XVIII” (1994, p. 73). O Pajé, ou seja, o xamã, é o curandeiro, cuja pajelança se fundamenta na crença de seres invisíveis que se apresentam durante os rituais de incorporação do pajé. Há no ritual práticas de oração, fumo, cantos, batuques.

            Carmen Junqueira destaca como os pajés da sociedade dos Kamaiurá, no Alto Rio Xingu, devem se abster de certos alimentos e afastar-se das mulheres antes dos rituais de pajelança, pois o “cheiro” das relações sexuais inviabilizam o contato com os espíritos guardiões e “quebram” qualquer magia: “Para o Kamaiurá, não há nada mais perigoso do que iniciar os trabalhos de pajelança com “cheiro”. Referem-se eles ao cheiro de quem teve relação sexual com mulher, não importando quantos banhos tomou, pois o “cheiro” se agarra à pessoa por vários dias” (2004, p. 292).

            Francisco dos Santos destaca o fato de que em cidades como Barcelos e São Gabriel da Cachoeira, no Estado do Amazonas, as práticas de curandeirismo estão de alguma forma associadas à medicina oficial. No caso de Barcelos, “rezadores e curandeiros ainda são dominantes nas questões de saúde [...] até admitidos como parceiros terapêuticos dentro do hospital, quando requisitados pelo paciente”, e em São Gabriel onde os militares respondem pelo hospital da cidade “[...] é usual uma consulta à d. Penha, da farmácia, ou a um dos muitos praticantes das medicinas tradicionais que ali vivem” (2000, p. 936). Estudando as tradições de uso de plantas medicinais na Amazônia, notadamente nas regiões dos rios Negro/Branco e Acre/Purus, Francisco dos Santos observa que

 

[...] as práticas xamânicas são preteridas pela população como o primeiro recurso de atenção à saúde [...] Os depoimentos indicam que, se houvesse médicos e medicamentos acessíveis a todos, este hábito sobreviveria, basicamente, premido pelo imaginário cultural e religioso, no atendimento das doenças do espírito (2000, p. 935).

 

            Infelizmente as populações indígenas têm sido dizimadas: demográfica, ideologicamente e culturalmente. Ou pelo menos se tornaram híbridas.

 

A continuidade das identidades étnicas e culturais dos povos nativos das Américas, nos quais a figura xamânica incorpora como nenhuma outra essa continuidade de tradições e identidades, em constante mutação, tem sido resultado de uma batalha complexa, onde as estruturas de poder se transposicionam no processo histórico de um contínuo fim (exterminação) e renascimento (traduções) das diversidades culturais e suas representações (SANTOS, 2007, p. 17).

 

Xamanismo Urbano

 

            Hoje em dia a existência do xamanismo se revela não apenas no interior de certos grupos indígenas, mas também no meio urbano, ou neoxamanismo como também tem sido chamado (MAGNANI, 2005). São os neo-xamãs, como afirma Carminha Levy (apud FRIEDRICH, 2012, p. 78), que vêm unir a sabedoria dos povos ancestrais aos novos conhecimentos da civilização moderna.

            Vários estudos têm sido realizados hoje em dia com o objetivo de conhecer o fenômeno urbano do xamanismo. Almeida Neto, et. al., (2012) realizaram um estudo da prática do xamanismo urbano na cidade de João Pessoa-PB, com a xamã Yatamalo, uma xamã urbana que, diferente do xamanismo originário, não fez o seu “caminho pela floresta”, como é de se esperar em vários rituais de iniciação xamânica, mas, “eu me tornei uma xamã porque eu fiz um curso em xamanismo matricial dentro da UNIPAZ – Universidade Holística Internacional da Paz; lá em Brasília” (apud ALMEIDA NETO, et. al. 2012, p. 11). José Guilherme Magnani (2005) analisa o xamanismo urbano na cidade de São Paulo e Wesley de Moraes (2004) analisa o pajé Sapaim Kamayurá no Rio de Janeiro e Juiz de Fora. Já Saulo Fernandes aborda o neoxamanismo através de Leo Artese, cuja iniciação xamânica na década de 1990 o fez dirigir trabalhos na linha do Santo Daime, sendo uma dos principais expoentes na atualidade do xamanismo/neoxamanismo no Brasil. Leo Artese é o administrador do website Xamanismo.com.br e o primeiro presidente da Associação Brasileira de Xamanismo, fundada em 2009.

 

Os rituais de iniciação

 

            O processo de iniciação xamânica envolve isolamento, jejum e ingestão de plantas sagradas. Várias pesquisas têm sido realizadas hoje em dia para conhecer os efeitos das plantas psicotrópicas, das práticas xamânicas.

 

A iniciação xamânica resume-se em: sonhos iniciáticos, doenças, morte e ressurreição simbólica (Eliade, 2002). No xamanismo encontramos o que é a chamada contemplação do próprio esqueleto (Eliade, 2002). Aqui temos a ascese física e a contemplação mental; despir-se do corpo e do sangue perecível para a realidade, que são os ossos resistíveis ao tempo. Na iniciação tribal e nas sociedades secretas há a reclusão do indivíduo que é dado como morto e ocorrem severas restrições. Em relação a isso, o autor resume que “Todos esses rituais e todas essas provas têm o objetivo de fazer esquecer a vida passada.” (ELIADE, 2002). Eles devem ser vistos ao final desta iniciação pela comunidade como uma alma do outro mundo (ALMEIDA NETO, et. al., 2012, p. 3).

 

            Analisando o xamanismo dos povos Yawanáwa, Pérez-Gil assim se refere ao processo de iniciação xamânica:

 

[...] os aprendizes ingerem diversas substâncias que produzem estados alterados de consciência: ayahuasca (uni), caldo de tabaco (nawënë), rapé de tabaco (nawë) e pimenta (yutxi). O consumo desses produtos deve ser acompanhado de resguardo. Semelhantes processos seguem uma lógica comum que tem, como finalidade, o mesmo objetivo, desdobrado em duas facetas: de um lado, a incorporação do conhecimento e, de outro, a aquisição de poder. Realmente, a iniciação xamânica não visa outra coisa senão alcançar estes dois fins, em razão de ser fundamentalmente um processo de transformação. Apenas através dessa transformação torna-se possível adquirir o poder necessário para que os conhecimentos praticados sejam efetivos, isto é, tenham a capacidade e a virtude de modificar a realidade segundo a vontade do especialista (2001, p. 339).

 

            Entre as técnicas de cura da comunidade dos Yawanáwa estão o uso de plantas da mata, técnicas de reza, canto entre outras, como é possível observar no quadro abaixo:

 

(PÉREZ-GIL, 2001, p. 336).

 

            É a partir dos rituais de iniciação que o xamã está pronto para realizar todo seu potencial de cura. O processo de iniciação de um xamã Yawanáwa inclui: memorização de saberes (rezas, cantos de cura, usos de plantas); ingestão de plantas nos rituais; rigoroso resguardo e isolamento acompanhado de dieta; e superação de algumas provas como chupar o coração de uma sucuri, a ingestão de uma bebida a partir de uma planta denominada rarë e derrubar uma colmeia do alto de uma árvore e ter que suportar as ferradas das abelhas. “É necessário que o iniciando supere alguma destas provas, mas cada um decide a qual ou a quais quer se submeter. Quantas mais destas provas supere uma pessoa, mais conhecimentos e poder acumulará” (PÉREZ-GIL, 2001, p. 338). As etapas do ritual de iniciação não são seguidas imediatamente uma da outra e não necessariamente nesta ordem. A iniciação pode ser um processo longo, de várias etapas ao longo da vida e que pode finalizar apenas com a morte do mestre, como afirma Pérez-Gil. A figura do mestre é fundamental no processo de iniciação, pois é ele quem dirige o iniciante, incentivando-o, acompanhando-o nas provas e quando ingere “substâncias xamânicas”, é o mestre quem dita as dietas e é ele a fonte dos saberes que serão aprendidos, ou pelo menos parte deles, já que existem certos conhecimento que só são aprendidos pelo iniciado no seu contato direto e pessoal com o sobrenatural. Existem ensinamentos que são recebidos diretamente através dos sonhos ou dos transes, tanto quanto ensinamentos recebidos por um mestre xamã.

 

 

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